Cobrança adicional será de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, segundo a Aneel
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária amarela para o mês de setembro de 2026. Com a decisão, os consumidores terão novamente uma cobrança adicional na conta de luz em razão das condições menos favoráveis de geração de energia no país.
Segundo a Aneel, a bandeira amarela está em vigor desde maio e será mantida em setembro, completando cinco meses consecutivos. A agência informou que o cenário está relacionado às condições menos favoráveis de geração e à necessidade de utilização de fontes de energia com custos mais elevados.
Na prática, a bandeira amarela acrescenta R$ 1,885 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos. O valor é aplicado proporcionalmente ao consumo de cada unidade consumidora.
Por que a bandeira amarela foi acionada?
O sistema de bandeiras tarifárias considera as condições de geração de energia elétrica no país. Em períodos menos favoráveis, o custo de geração pode aumentar, o que é sinalizado ao consumidor pela mudança da bandeira.
A Aneel explica que a bandeira amarela representa condições de geração menos favoráveis e implica um acréscimo de R$ 0,01885 por kWh consumido. Em condições favoráveis, a bandeira verde não gera cobrança adicional.
Como funciona o sistema de bandeiras
Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias permite sinalizar mensalmente aos consumidores os custos relacionados à geração de energia elétrica.
Atualmente, o sistema é dividido em quatro categorias:
Bandeira verde: condições favoráveis de geração, sem cobrança adicional.
Bandeira amarela: condições menos favoráveis de geração, com acréscimo de R$ 0,01885 por kWh.
Bandeira vermelha patamar 1: condições mais custosas de geração, com acréscimo de R$ 0,04463 por kWh.
Bandeira vermelha patamar 2: condições ainda mais custosas de geração, com acréscimo de R$ 0,07877 por kWh.
A Aneel destaca que as bandeiras não representam a criação de uma nova cobrança, mas uma forma de sinalizar ao consumidor as variações dos custos de geração de energia.
A agência também reforçou a importância do uso consciente da energia elétrica para evitar desperdícios e ajudar no controle dos gastos.