Uma enquete realizada no grupo da RCM – Rádio Cidade Maracaju perguntou aos participantes: “Eleições 2026: o que mais te preocupa na hora de votar?”
O levantamento apresentou sete opções de resposta e recebeu 13 participações. Como se trata de uma enquete realizada em um grupo específico, o resultado não representa uma pesquisa eleitoral científica nem pode ser projetado para toda a população de Maracaju. Ainda assim, a participação oferece um retrato das preocupações manifestadas por aqueles que responderam à pergunta.
Economia e emprego aparecem em primeiro lugar
Entre os participantes, economia e emprego foi a opção mais escolhida, com 38,5% das respostas.
Na sequência apareceu segurança pública, com 23,1%.
Educação e agricultura e setor rural registraram 7,7% cada.
Já saúde, problemas na minha cidade e ainda não pensei nisso não receberam respostas na enquete.
| Tema |
Percentual |
Economia e emprego |
38,5% |
Segurança pública |
23,1% |
Educação |
7,7% |
Agricultura e setor rural |
7,7% |
Saúde |
0% |
Problemas na minha cidade |
0% |
Ainda não pensei nisso |
0% |
Fonte: enquete realizada pela RCM em grupo de WhatsApp.
O que o resultado mostra?
Embora não seja possível transformar esse resultado em uma representação da opinião dos eleitores de Maracaju, a enquete ajuda a identificar quais assuntos apareceram com maior frequência entre os participantes.
Economia, emprego e segurança pública, juntas, concentraram 61,5% das respostas. Isso mostra que, entre os participantes da enquete, essas duas áreas foram as que mais pesaram na hora de pensar sobre a escolha eleitoral.
A agricultura e o setor rural também aparecem entre as preocupações citadas, algo especialmente relevante para uma cidade com forte atividade agropecuária.
Mas a ausência de votos em determinadas opções não significa que esses temas não sejam importantes para a população em geral. O resultado apenas indica que eles não foram escolhidos pelos participantes dessa enquete.
Votar não encerra a participação do cidadão
Mais do que descobrir quais assuntos preocupam os eleitores, a enquete também abre espaço para uma discussão importante: o papel do cidadão não termina quando o voto é depositado na urna.
O próprio Tribunal Superior Eleitoral orienta que a participação popular também envolve fiscalizar e denunciar irregularidades durante o processo eleitoral. O TSE disponibiliza, por exemplo, o aplicativo Pardal, que permite comunicar possíveis casos de compra de votos, propaganda irregular, uso indevido da máquina pública e outros ilícitos eleitorais.
O Manual do Eleitor 2026, elaborado pela Justiça Eleitoral, também destaca que o eleitor pode acompanhar informações sobre os candidatos e consultar suas prestações de contas no sistema DivulgaCand.
Isso significa que a escolha eleitoral pode ser acompanhada de uma segunda etapa: observar o que os candidatos eleitos fazem durante o mandato.
Conhecer antes de votar e acompanhar depois
Para escolher seus candidatos, o eleitor pode buscar informações sobre histórico, propostas, posicionamentos e atribuições de cada cargo, utilizando fontes oficiais e outros veículos jornalísticos confiáveis.
O Tribunal Superior Eleitoral mantém informações sobre as candidaturas e o processo eleitoral, enquanto os sistemas oficiais permitem consultar dados dos candidatos e informações de prestação de contas.
Também é importante entender o que cada cargo pode efetivamente fazer. Deputados, senadores, governadores e presidente possuem atribuições diferentes, e nem toda promessa de campanha está necessariamente dentro das competências daquele cargo.
Depois da eleição, o acompanhamento também pode ser feito por meio das informações públicas disponibilizadas pelas instituições. No caso dos candidatos eleitos para cargos legislativos, por exemplo, o cidadão pode acompanhar votações, proposições e atuação parlamentar.
Enquete também ajuda o Hoje Cidades a entender a cidade
Para o Hoje Cidades, ouvir a população por meio de enquetes pode ajudar a identificar temas que merecem ser transformados em pautas jornalísticas.
Se economia e emprego aparecem entre as principais preocupações, por exemplo, o portal pode investigar a situação do mercado de trabalho em Maracaju, número de vagas, salários, setores que mais contratam e dificuldades enfrentadas por trabalhadores e empresas.
Se segurança pública aparece com destaque, a equipe pode levantar dados oficiais de ocorrências, entrevistar especialistas e autoridades e verificar quais são os principais problemas apontados pela população.
O mesmo vale para educação, saúde, agricultura e outros assuntos.
A enquete não determina o que a população pensa, mas pode ajudar a indicar perguntas que o jornalismo deve fazer.
O que vem depois?
Com a aproximação da votação, a principal contribuição do jornalismo é oferecer informação para que o eleitor possa tomar sua própria decisão, além de continuar acompanhando os representantes escolhidos depois das eleições.
O TSE reforça que o eleitor também pode participar da fiscalização do processo eleitoral e comunicar possíveis irregularidades às autoridades competentes.
Para o eleitor de Maracaju, portanto, a pergunta não precisa terminar no “em quem vou votar?”.
Também pode continuar depois da eleição:
“O que o candidato eleito prometeu?”
“O que ele está fazendo?”
“Como está votando?”
“Quais recursos estão sendo destinados para a região?”
“As promessas estão sendo cumpridas?”
É nesse acompanhamento que o voto deixa de ser apenas um momento da eleição e passa a fazer parte de um processo permanente de participação cidadã.
Fontes: enquete realizada pela RCM; Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Manual do Eleitor 2026 e orientações sobre fiscalização eleitoral.