Setor de apostas contesta decisão do governo e alerta para possível crescimento do mercado clandestino
A decisão do governo federal de proibir as bets no Brasil provocou reação de empresas ligadas ao setor e de clubes de futebol.
Entidades que representam as apostas defendem a manutenção de um mercado regulado, em vez da proibição. Segundo o setor, a medida pode gerar insegurança jurídica para empresas que receberam autorização para operar, pagaram outorgas e fizeram investimentos no país.
Outro argumento apresentado é que a proibição poderia levar apostadores para plataformas clandestinas, que não estariam submetidas às mesmas regras de fiscalização e proteção ao consumidor. Esse é um posicionamento defendido pelas entidades do setor.
Clubes também se preocupam
Clubes de futebol também já haviam se manifestado contra o fim das bets. As equipes reconhecem os problemas relacionados às apostas, mas defendem mais fiscalização, prevenção e proteção aos apostadores, além da manutenção de um mercado regulado.
A medida provisória que proíbe as apostas já está em vigor, mas ainda será analisada pelo Congresso Nacional e poderá sofrer alterações durante a tramitação.
Enquanto isso, o governo mantém o cronograma para retirada das plataformas do país: os sites e aplicativos deverão sair do ar a partir de 6 de outubro.