Novos tratamentos contra a calvície estão em fase de estudos
Novidades ótimas para quem está perdendo os cabelos. Provavelmente você conhece, ou conheceu algum homem que passou por esse problema que atinge muitos homens e influencia muito a auto estima dos calvos.
Novos tratamentos, que estão em desenvolvimento contra a calvície, começam a chamar a atenção não apenas da indústria farmacêutica, mas também de investidores. Empresas de biotecnologia avançam em estudos com medicamentos que utilizam diferentes mecanismos para combater a queda de cabelo.
Entre os destaques estão a Veradermics, a Absci e a Cosmo Pharmaceuticals, que desenvolvem tratamentos ainda em fase de testes clínicos.
A Veradermics trabalha com o VDPHL01, uma formulação oral de liberação prolongada do minoxidil. Em estudos clínicos, a empresa informou ter observado aumento na quantidade de fios em comparação com o placebo. O medicamento ainda passa por novas etapas de avaliação antes de qualquer eventual aprovação.
Já a Absci desenvolve o ABS-201, um anticorpo experimental criado com auxílio de inteligência artificial. Em dados preliminares de um estudo de fase 1, a empresa informou que o tratamento apresentou perfil de segurança favorável. Os resultados de eficácia ainda estão sendo avaliados.
A Cosmo Pharmaceuticals, por sua vez, testa a clascoterona 5%, uma solução tópica que bloqueia a ação dos andrógenos nos folículos capilares. Estudos de fase 3 apresentados pela empresa apontaram aumento estatisticamente significativo na contagem de fios entre os participantes.
Mercado acompanha avanço das pesquisas
O desenvolvimento dos novos tratamentos também despertou interesse no mercado financeiro. As ações da Veradermics chegaram a registrar forte valorização desde sua abertura de capital, enquanto os papéis da Absci também avançaram ao longo de 2026.
A valorização, porém, não significa que os medicamentos já estejam disponíveis ou que sua eficácia definitiva esteja comprovada. Os tratamentos dependem da conclusão dos estudos clínicos e da avaliação das autoridades regulatórias.
A alopecia androgenética é uma das formas mais comuns de queda de cabelo. Segundo a Academia Americana de Dermatologia, mais da metade dos homens brancos apresenta sinais visíveis de calvície aos 50 anos.
Apesar dos avanços, os novos medicamentos ainda não podem ser classificados como uma cura definitiva para a calvície. O que existe, até agora, são pesquisas com resultados considerados promissores e diferentes estratégias para tentar ampliar as opções de tratamento.