Sidrolândia concentra avanço recente da chikungunya e acende alerta em Mato Grosso do Sul
Por Vinicius Nunes De Andrade
Publicado em 26/08/2026 13:15
Saúde

Município registrou 74 casos prováveis entre 2 e 15 de agosto e liderou as confirmações no período

Sidrolândia registrou o maior avanço recente da chikungunya em Mato Grosso do Sul. Entre os dias 2 e 15 de agosto, o município contabilizou 74 casos prováveis da doença, segundo dados do boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES), divulgado em 19 de agosto. O número representa cerca de 38% dos 194 casos prováveis registrados na cidade desde o início do ano.

No período analisado, Sidrolândia apresentou incidência de 157,1 casos por 100 mil habitantes, índice classificado como médio pela Saúde estadual. O município também liderou as confirmações entre as cidades sul-mato-grossenses, com 20 diagnósticos positivos nas duas semanas.

Considerando todo o ano de 2026, Sidrolândia soma 194 casos prováveis, com incidência acumulada de 411,7 casos por 100 mil habitantes, índice classificado como alto. O município também registra uma gestante com confirmação da doença.

Mais de 10 mil casos confirmados em MS

Em Mato Grosso do Sul, o boletim da SES aponta 12.663 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 10.041 foram confirmados. O Estado também contabiliza 30 mortes provocadas pela doença e um óbito ainda sob investigação.

Os óbitos confirmados estão distribuídos entre Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã, Nioaque e Corumbá.

Dourados concentra a maior parte das mortes, com 18 dos 30 óbitos registrados no Estado. Também houve mortes por chikungunya em Bonito, Jardim, Ponta Porã, Corumbá, Douradina, Fátima do Sul, Guia Lopes da Laguna, Itaporã e Nioaque.

Nas duas primeiras semanas de agosto, Dourados teve dez confirmações, enquanto Amambai registrou 13. Maracaju teve três casos confirmados, e Ladário e Douradina, dois cada. Batayporã, Angélica, Rio Verde de Mato Grosso, Bonito, Jardim e Chapadão do Sul registraram uma confirmação cada no período.

O cenário ocorre após um período de forte circulação da doença no Estado. Segundo dados divulgados pela SES, na semana de 9 a 15 de agosto, Mato Grosso do Sul registrou 178 casos prováveis, contra 107 no mesmo período de 2025, uma diferença de 66%.

Grupos mais vulneráveis

Entre as mortes registradas no Estado, as vítimas tinham idades entre um mês e 94 anos. O texto-base também aponta maior vulnerabilidade entre idosos, crianças pequenas e pessoas com condições como hipertensão, diabetes, câncer, cardiopatias e problemas renais.

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